Página Inicial
Tradutor Online
Acadêmicos
Artes
Biografia
Biologia
Concursos
Cultura
Espanhol
Francês
Geografia
História
Inglês
Italiano
Matemática
Português
Vestibular
Listar Todas Categorias
Parceiros:
Ache escola
Física para Todos
Tudo sobre CONCURSOS
Vestibular
Via sites

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Astronomia


Parte do Texto:

Mercúrio não constituem uma relação inteira (enquanto a Terra completa uma revolução ao redor do Sol, Mercúrio completa 4,15), é quase certo que a repetição de um trânsito - ou seja, a passagem de Mercúrio pelo mesmo ponto do disco solar - irá ocorrer somente após 217 anos...





 Trânsito de Mercúrio

Em determinadas épocas, os planetas internos Mercúrio e Vênus passam no mesmo plano entre o Sol e a Terra, na conjunção inferior, quando então as silhuetas escuras deles podem ser observadas em contraste com a luminosidade do disco solar. Nas conjunções inferiores, Mercúrio passa, geralmente, ao norte ou ao sul do Sol, porque a sua órbita é muito inclinada em relação à eclíptica. Todavia, em momentos excepcionais, Mercúrio passa em frente ao disco solar, destacando-se nessas ocasiões, visto através de um telescópio, como um círculo completamente negro sobre a superfície brilhante do Sol.

Isso se dá em princípios de maio ou em princípios de novembro. A grande excentricidade da órbita mercuriana faz com que as passagens de novembro sejam mais freqüentes que as de maio.

De fato, a condição necessária para que esse fenômeno se realize é que a Terra esteja próxima da linha do nodo da órbita do planeta. Como os nodos da órbita de Mercúrio se encontram nas longitudes heliocêntricas de 47,4 graus e de 227,4 graus, longitudes pelas quais a Terra passa, respectivamente, em 9 de novembro e em 7 de maio, as passagens só podem ocorrer alguns dias antes ou depois destas datas. Como, por ocasião da passagem de maio, o planeta está próximo ao seu afélio e, na de novembro, próximo do seu periélio, as passagens em novembro são duas vezes mais numerosas que as de maio, numa relação de sete para três. O intervalo mínimo entre trânsitos sucessivos é de três anos e o máximo, de treze.

Assim ocorrem cerca de 13 trânsitos do planeta em cada século. Desde que os períodos orbitais da Terra e de Mercúrio não constituem uma relação inteira (enquanto a Terra completa uma revolução ao redor do Sol, Mercúrio completa 4,15), é quase certo que a repetição de um trânsito - ou seja, a passagem de Mercúrio pelo mesmo ponto do disco solar - irá ocorrer somente após 217 anos. O diâmetro aparente do disco de Mercúrio é um pouco maior durante os trânsitos de maio, pois o planeta se encontra nesta época mais próximo da Terra do que em novembro, como já registramos anteriormente. Todavia, o diâmetro aparente de Mercúrio nunca excede a 13 segundos de arco. Por este motivo, o disco do planeta não pode ser visto a olho nu durante o trânsito. Está é a explicação pela qual não existem registros dos trânsitos de Mercúrio até mesmo depois que o telescópio foi inventado, embora os astrônomos estivessem alerta com relação a este fenômeno.



S
ites Relacionados:
Zenite
Linguagem Cultura e Informação.


www.estudosweb.com.br