Nosso sistema solar está composto
pela nossa estrela, o Sol, pelos oito
planetas com suas luas e anéis, pelos
planetas anões, asteróides e pelos
cometas. Os cinco planetas mais brilhantes,
que são visíveis a olho nu, já eram
conhecidos desde a antiguidade.
A palavra planeta em grego quer dizer
astro errante. Depois da invenção
do telescópio, outros 2 planetas do
Sistema Solar foram descobertos: Urano
em 1781 por William Herschel (1738-1822),
Netuno em 1846 por previsão de Urbain
Jean Joseph Le Verrier (1811-1877)
e John Couch Adams (1819-1892). Plutão
foi descoberto em 1930 por Clyde William
Tombaugh (1906-1997), e classificado
até agosto de 2006 como o nono planeta
do sistema solar.
Desde então a União Astronômica Internacional
reclassificou Plutão como "planeta
anão", constituindo uma nova categoria
de corpos do sistema solar, na qual
também foram encaixados Ceres, o maior
objeto do cinturão de asteróides entre
as órbitas de Marte e Júpiter, e Éris
(2003UB313) o maior asteróide do cinturão
de Kuiper. Mais informações sobre
asteróides são dadas no capítulo Corpos
Menores. Os nomes dos planetas são
associados a deuses romanos: Júpiter,
deus dos deuses; Marte, deus da guerra;
Mercúrio, mensageiro dos deuses; Vênus,
deusa do amor e da beleza; Saturno,
pai de Júpiter, deus da agricultura;
Urano, deus do céu e das estrelas,
Netuno, deus do Mar e Plutão, deus
do inferno.
A hipótese moderna para a origem do
sistema solar é baseada na hipótese
nebular, sugerida em 1755 pelo filósofo
alemão Immanuel Kant (1724-1804),
e desenvolvida em 1796 pelo matemático
francês Pierre-Simon de Laplace (1749-1827),
em seu livro Exposition du Systéme
du Monde. Laplace, que desenvolveu
a teoria das probabilidades, calculou
que como todos os planetas estão no
mesmo plano, giram em torno do Sol
na mesma direção, e também giram em
torno de si mesmo na mesma direção
(com excessão de Vênus), só poderiam
ter se formado de uma mesma grande
nuvem discoidal de partículas em rotação,
a nebulosa solar. A versão moderna
da teoria nebular propõe que uma grande
nuvem rotante de gás interestelar
colapsou para dar origem ao Sol e
aos planetas.
Uma vez que a contração iniciou, a
força gravitacional da nuvem atuando
em si mesma acelerou o colapso. À
medida que a nuvem colapsava, a rotação
da nuvem aumentava por conservação
do momentum angular e, com o passar
do tempo, a massa de gás rotante assumiria
uma forma discoidal, com uma concentração
central que deu origem ao Sol. Os
planetas teriam se formado a partir
do material no disco.
As observações modernas indicam que
muitas nuvens de gás interestelar
estão no processo de colapsar em estrelas,
e os argumentos físicos que predizem
o achatamento e o aumento da taxa
de spin estão corretos. A contribuição
moderna à hipótese nebular diz respeito
principalmente a como os planetas
se formaram a partir do gás no disco,
e foi desenvolvida nos anos 1940 pelo
físico alemão Carl Friedrich Freiherr
von Weizäcker (1912-2007). Após o
colapso da nuvem, ela começou a esfriar;
apenas o Proto-sol, no centro, manteve
sua temperatura.
O resfriamento acarretou a condensação
rápida do material, o que deu origem
aos planetesimais, agregados de material
com tamanhos da ordem de quilômetros
de diâmetro, cuja composição dependia
da distância ao Sol: regiões mais
externas tinham temperaturas mais
baixa, e mesmo os materiais voláteis
tinham condições de se condensar,
ao passo que nas regiões mais internas
e quentes, as substâncias voláteis
foram perdidas. Os planetesimais a
seguir cresceram por acreção de material
para dar origem a objetos maiores,
os núcleos planetários.
Na parte externa do sistema solar,
onde o material condensado da nebulosa
continha silicatos e gelos, esses
núcleos cresceram até atingiram massas
da ordem de 10 vezes a massa da Terra,
ficando tão grandes a ponto de poderem
atrair o gás a seu redor, e então
cresceram mais ainda por acreção de
grande quantidade de hidrogênio e
hélio da nebulosa solar. Deram origem
assim aos planetas jovianos. Na parte
interna, onde apenas os silicatos
estavam presentes, os núcleos planetários
não puderam crescer muito, dando origem
aos planetas terrestres.
Fonte: (Astro if)
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